A gerente de Recursos Humanos, Flávia Esteves, dá dicas de como fazer seu currículo valer ouro. A questão é que poucas pessoas sabem fazer um currículo bem feito e que bons profissionais perdem ótimas oportunidades de trabalho pelo simples fato de ter um currículo mal feito. A primeira orientação é que ele deve ser elaborado em tópicos, contendo todas as reflexões sugeridas abaixo e a compreensão verdadeira do que é importante ressaltar.
• Dados pessoais: Escreva no alto da página seu nome completo, endereço (também completo), telefone, email, data de nascimento (e/ou idade). E mais nada. Diga quem você é, sem exagerar, evite colocar número de filhos, estado civil, nacionalidade. É um erro muito comum algumas pessoas mencionar o número do RG, do CPF, da carteira profissional, do título de eleitor... Para quê? Antes de escrever qualquer coisa, faça sempre esta pergunta a si mesmo: Para que vou pôr isto? O currículo não é um contrato, em que os documentos e mais um monte de coisas precisam ser relacionados. O currículo é apenas um papel com o seu histórico profissional que serve para quem vai lê-lo decidir se vale ou não a pena conhecer você pessoalmente.
• Objetivos: O que você quer tem que estar logo depois dos dados pessoais. É hora de deixar claro seu objetivo, o cargo, ou os cargos, e a área (ou áreas) que você pretende preencher na empresa. Lembre-se você deve dizer isso sem enrolar, por exemplo, “Elaborar releases, redação de notícias, clipagem, na área de assessoria de imprensa”. Quem esta entrando no mercado de trabalho, ao contrário dos profissionais experientes, deve explicar como quer direcionar sua carreira e por que escolheu aquela profissão. Segundo Flávia Esteves, gerente de RH, o texto pode seguir mais ou menos este raciocínio: “Quero agregar conceitos de assessoria de imprensa à minha formação gradual porque acho que assim vou me desenvolver profissionalmente”.
• Resumo das qualificações: Pró-ativo, responsável, competente, alto, moreno, bonito... Epa, o assunto aqui é trabalho, estamos falando do que você é capaz de realizar, devem constar as atividades que você sabe desenvolver, e não como faz para desenvolver, além disso, todos os candidatos vão expor suas qualidades, que no fim só poderão ser confirmadas com o tempo, ninguém vai dizer que chega atrasado, ou que é preguiçoso, por exemplo. O resumo profissional é o próximo item da lista, é o coração do seu currículo. É aqui que você deverá apresentar as competências desenvolvidas ao longo da carreira. Você deve descrever sobre as suas habilidades, e ao mesmo tempo, terá que ser breve.
• Formação: Vá direto para sua formação acadêmica, começando sempre pelo curso mais recente, com ano de início e término. Basta relacionar o curso de graduação e pós-graduação (é ridículo colocar, ensino fundamental e ensino médio). Se você estiver à procura de um estágio, é mais uma razão para começar dizendo onde está fazendo a faculdade.
• Experiências: Não precisa colocar um histórico de dez anos, as experiências mais atualizadas são suficientes, mencione as últimas cinco empresas em que trabalhou, em ordem cronológica decrescente. A gerente de RH aconselha escrever os dados de sua experiência profissional da seguinte forma: nome da empresa, seu ramo de atividade, data de emissão e demissão, para que seja possível identificar seu tempo de contratação e saída, e ainda se passou algum período sem trabalhar, não deixe de dizer qual era o seu cargo, mesmo que não esteja relacionado com a área que você deseja atuar.
• Formação complementar: Só coloque os cursos complementares que serve de ferramentas específicas relacionadas com a área que deseja ocupar e fizeram você desenvolver alguma habilidade interessante para a empresa onde quer trabalhar, aquele curso de gastronomia, ou seminários de uma tarde sobre relações humanas definitivamente não interessam a ninguém.
• Conhecimentos adicionais: Aqui entra os cursos de idiomas ou informática. Ao contrário da faculdade, o nome da escola onde você aprendeu inglês, alemão, italiano ou espanhol não importa à mínima. Além disso, tenha cuidado em matéria de idioma, ou você é fluente ou não é, não existe meio termo. Evite constrangimentos na hora da entrevista, lembre-se que seus conhecimentos serão testados cara a cara, ou seja, se você se vira razoavelmente bem é melhor dizer que você só sabe o básico ou intermediário.
• Informações adicionais: Este item pode ser uma grande chance de chamar a atenção do empregador, por exemplo, um trabalho voluntário que esteja relacionado com a área de atuação. Outro exemplo é o caso da aluna do curso de jornalismo, Fernanda, que procura emprego na área de jornalismo esportivo: “Fiz um blog com matérias sobre esporte e sempre envio o link no currículo”. Para Flávia, está é uma boa opção desde que siga a regra de ser um blog que se identifique com a empresa e, além disso, esteja sempre atualizado. A gerente de RH, ainda dá um alerta: “Não precisa mais colocar o telefone das empresas como referências, apenas se for solicitado pela empresa e obvio que você deve enviar os contatos de sua preferência, onde a empresa obterá boa referencias dos seus antigos trabalhos”.
• Pretensão salarial: Se a empresa solicitar, deve aparecer. A idéia é analisar a vaga e colocar um valor um pouco abaixo da média do mercado, o que não pode acontecer é não preencher o espaço exigido pela empresa.
por Andressa Estauber
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